Saúde Digestiva

Micróbios, gastoenterites e o calor
Diagnóstico

Micróbios, gastoenterites e o calor

A gastroenterite é uma doença peculiar. É causada maioritariamente por vírus, mas, também pode ter outras causas, como bactérias, parasitas e toxinas alimentares. Nos países do sul da Europa, como Portugal, a Salmonella é uma das bactérias mais frequentemente envolvida.

Este tipo de doença pode aparecer em  qualquer altura do ano, no entanto, tem mais ocorrência durante o verão, devido às temperaturas mais elevadas e ao menor cuidado com a alimentação, a ingestão de águas e a higiene das mãos.

A gastroenterite é uma inflamação do tubo digestivo (estômago ou/e intestino) que, sendo de origem infeciosa, pode ser contagiosa. Geralmente, a sua transmissão dá-se pela ingestão de água ou alimentos contaminados, mas também pode ser transmitida de pessoa para pessoa devido à má higienização das mãos ou partilha de objetos. É um problema bastante comum na infância. Até aos três anos, as crianças têm, em média, um a dois episódios de gastroenterite por ano, com um pico de incidência entre os seis e os 24 meses.

Quanto aos sintomas, no geral, são os seguintes: diarreia, dor abdominal tipo cólica, náuseas e vómitos. Pode também ocorrer febre e mal-estar. A diarreia e os vómitos persistentes, associados a uma ingestão inadequada de líquidos, podem levar à desidratação, com o aparecimento de boca seca, olhos encovados e diminuição da quantidade de urina. A desidratação é mais ocorrente nas crianças e nos idosos, que apresentam diminuído o estímulo da sede. Os sintomas costumam durar entre 5 a 7 dias, período durante o qual se devem evitar refrigerantes, sumos com gás, café e doces.

Geralmente, a base do tratamento de uma gastroenterite assenta numa boa hidratação. Deve-se beber bastantes líquidos em poucas quantidades, sem forçar. Se surgirem vómito, deverá aguardar pelo menos 30 minutos até voltar a ingerir algo e a hidratação deve continuar a ser mantida em pequenas quantidades. À medida que se vai tolerando diferentes alimentos, deve tentar progredir na alimentação, mas evite os molhos e os fritos ou outros “maus alimentos”. Nos bebés, a amamentação deve ser mantida. Se os sintomas não melhorarem com as indicações proferidas, deverá consultar um médico.

A melhor forma de evitar esta doença é manter uma especial atenção na higienização das mãos, na alimentação e na ingestão de águas. Deverá lavar as mãos sempre que for à casa de banho, antes e depois das refeições ou de manusear alimentos depois de tratar do jardim ou brincar com animais.