Saúde Digestiva

Diagnóstico

Síndrome do Intestino Curto: dois metros que fazem (toda) a diferença

A Síndrome do Intestino Curto é uma doença rara que consiste na incapacidade de absorção de nutrientes e líquidos do intestino delgado. A origem desta doença está tipicamente relacionada com uma intervenção cirúrgica a uma condição patológica subjacente, como doença de Crohn ou tumor intestinal, ou, em casos mais raros, a uma malformação congénita.

O intestino delgado é o órgão mais longo do tubo gastrointestinal, com cerca de 7 metros. O comprimento deste órgão nos doentes que sofrem desta síndrome tem menos de 2 metros, uma diferença significativa quando comparada com um intestino delgado saudável.

O funcionamento deste órgão é essencial na digestão e absorção dos nutrientes, como tal, a sua falência é bastante debilitante e potencialmente fatal. Os indivíduos que sofrem de Síndrome do Intestino Curto têm sintomas como a diarreia, desidratação, perda de peso, malnutrição e alteração nos valores do sódio, potássio e cálcio.

Uma vez que a ingestão oral não satisfaz as necessidades nutricionais ou de hidratação destes indivíduos, o tratamento passará pela nutrição parentérica (nutrição artificial via intravenosos) e/ou fluidos intravenosos. Este é fisicamente e emocionalmente exigente e acarreta sempre o risco de infeções relacionadas ao cateter, sendo necessário combater a dependência ao mesmo reabilitando a capacidade de absorção do intestino delgado dos pacientes.

Em casos de maior gravidade, existe ainda a opção de um transplante intestinal – uma cirurgia complexa e que poderá não ter sucesso a longo prazo devido à resposta imunitária do excerto transplantado.