FODMAP

FODMAP é um acrónimo de oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis que representa hidratos de carbono mal absorvidos pelo nosso organismo e que podem causar desconforto intestinal, originando sintomas a curto, médio e longo prazo. Estes hidratos de carbono são fermentados a nível intestinal, desencadeando sintomas como distensão abdominal, flatulência e diarreia.

A dieta com baixo teor em FODMAP’s é uma dieta benéfica nos doentes com Síndrome do Intestino Irritável, com taxas de sucesso que rondam os 50-80%. A dieta tradicional é composta por três fases: eliminação, reintrodução e adaptação. Na primeira fase, com duração de 2 a 6 semanas, os alimentos ricos em FODMAP’s são removidos da dieta. Na segunda fase, instituída em caso de melhoria, os grupos alimentares são reintroduzidos ao longo de 6 a 8 semanas, com avaliação contínua da tolerância. A última fase é a de criação de uma dieta adaptada, ajustando não só os alimentos permitidos, como as suas doses e método de confeção.

Apesar da eficácia reportada, a dieta com baixo teor em FODMAP’s é uma dieta bastante restritiva, pelo que não deve ser tentada sem apoio de nutricionista dedicado. A restrição alimentar a longo prazo e indiscriminada pode desencadear défices nutricionais e vitamínicos, bem como ter consequências psicológicas adversas, pelo que o objetivo é adaptar e não proibir. Assim, o candidato ideal para a dieta pobre em FODMAP’s é o candidato com sintomas moderados a severos, motivado e com recursos disponíveis. Com apoio nutricional, estima-se que até 84% dos doentes consigam manter uma dieta adaptada ao fim de 16 meses.