Passagem de conteúdo do estômago para o esófago e, por vezes, até à boca. Quando este refluxo é frequente e provoca sintomas persistentes ou complicações, designa-se por Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).
Os sintomas típicos são a pirose (azia), caracterizada por sensação de ardor que se inicia na região superior do abdómen e pode irradiar até ao pescoço, geralmente após as refeições, e a regurgitação, que corresponde à subida espontânea de conteúdo do estômago até à boca, habitualmente com sabor ácido ou amargo.
Podem ainda ocorrer manifestações atípicas, como dor torácica de causa não cardíaca, náuseas, vómitos, dificuldade em engolir ou sensação de enfartamento. Em alguns casos surgem sintomas extra-esofágicos, como tosse crónica, rouquidão, laringite recorrente, erosão dentária ou agravamento de doenças respiratórias, como a asma.
O diagnóstico baseia-se sobretudo na presença de sintomas típicos e na resposta ao tratamento, habitualmente avaliada ao fim de oito semanas. Em determinadas situações, pode ser necessário recorrer a exames complementares, como a endoscopia digestiva alta ou a pHmetria, para confirmar o diagnóstico ou avaliar complicações.
O tratamento assenta na combinação de medidas de estilo de vida e terapêutica farmacológica. Recomenda-se perda de peso, evitar refeições copiosas ou tardias, elevar a cabeceira da cama e cessar hábitos tabágicos e alcoólicos. Deve ainda ser evitado o consumo de alimentos que agravem os sintomas, como café, chocolate, bebidas gaseificadas, alimentos gordurosos ou picantes.
fevereiro de 2026
